Resenha #30: Helter Skelter (Mangá)

sábado, 11 de março de 2017

Olá, pessoal. Sejam bem-vindos a mais uma resenha do blog, a trigésima! E que por razões de bug do blogger, acabei apagando a postagem por conta de um bug do blogger que resolveu duplicar o título de uma postagem futura do blog e eu achando ser um bug de salvamento fui e deletei a mais antiga, só para depois querer mexer na resenha e ver que não estava mais aqui. Já xinguei muito no twitter e estou extremamente fula (para não dizer outra coisa) com o Blogger. Anos nesta indústria e é a primeira vez que me acontece. Ai ai!
Mas, não vou ficar aqui chorando que não vai resolver né? Estou contando o que houve.
Então, este era um mangá que tinha muito tempo que queria ler, desde que assisti a adaptação cinematográfica de 2012, de mesmo nome.
Vamos a sinopse e eu falo sobre!

Sinopse: Ganhador do “Prêmio Cultural Osamu Tezuka” de 2004, Helter Skelter é uma história de volume único da controversa Kyoko Okazaki. Após várias plásticas extensivas e manutenção vigorosa, Lilico se tornou a beleza em pessoa, virando uma modelo, atriz e cantora de enorme sucesso. No entanto, logo seu corpo começa a reagir mal às tantas cirurgias e ela se vê em decadência física. Agora, ela é obrigada a encarar as consequências do que fez e o inevitável fim.


Helter Skelter de Ryoko Okazaki conta a história de Lilico, que é a modelo mais famosa do Japão. Ela sempre aparece nas revistas, em comerciais, programas de TV e até em novelas. Mas, tem um porém, toda a beleza da Lilico é fabricada e falsa, totalmente fruto de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos. E ela alterou praticamente seu corpo inteiro para poder se tornar modelo, apenas seus olhos, orelhas, ossos e vagina são realmente seus, de resto tudo foi alterado pelo bisturi. E para isso, contou com a ajuda de sua assessora (e ex-modelo): Mama.
Lilico sempre teve uma vida regada em sexo (com caras ricos, por dinheiro), drogas e bebidas. Ela não era assim uma pessoa muito boa. Destratava alguns dos que trabalhavam com ela, especialmente a Hada, que era a sua ajudante. Gente, Lilico pegando o namorado da Hada é algo assustador, você fica sem reação quando acontece. E a gente vê o amor da vida dela se casar com outra mulher, de forma arranjada, é claro.
O mangá tem nove capítulos e se passa desde o auge da carreira de Lilico até o declínio dela, quando efeitos colaterais por conta das cirurgias começam a parecer, que são várias manchas pelo corpo, como se fosse um hematoma. A modelo entra em desespero e a clínica onde fez as cirurgias lhe oferece um tratamento que pode retardar o aparecimento destas manchas. É o um coquetel de medicamentos que dão ainda mais efeitos colaterais, que praticamente pioram e muito o humor da Lilico. Ela passa mal, vomita, os cabelos caem.
Ela sabia bem que a vida de modelo (e as suas cirurgias) tinha data de validade. Ela sabia bem que uma hora o tempo dela iria acabar e isso se torna mais evidente com a chegada de uma nova modelo: Kozue, que é só uma menina de 15 anos e que passa a pegar os trabalhos que eram da Lilico. E por conta do tratamento, não pode mais ajudar a família financeiramente como antes, pois o dinheiro que ganha, que acaba diminuindo, só acaba cobrindo o valor dos remédios.
A clínica onde Lilico é cliente (falei igual no mangá) está envolvida em uma investigação por conta de diversos casos de suicídio de ex-clientes e também por conta de procedimentos ilegais, onde até algumas pesquisas usam métodos não tão corretos assim.
Uma das cenas mais marcantes deste mangá e quando a Lilico se torna uma lenda, deixando de ser uma figura pública famosa para se tornar uma espécie de deusa para as outras pessoas.  E claro, anos depois, Kozue reencontra a Lilico. (Aka. Melhor cena)
Este mangá é maravilhoso e uma total crítica aos padrões de beleza impostos a nós pela sociedade. O excesso de sacrifícios em prol de uma beleza falsa e que talvez nem dure tanto assim. A forma da qual a mídia impõe estes padrões. E mesmo a criatura mais perfeita, que era a Lilico, não teve uma beleza que durou para sempre, simbolizado pelas manchas.
Além disso, temos uma adaptação japonesa cinematográfica de 2012, com a atriz Erika Sawajiri como a Lilico. E o filme consegue representar e passar muito bem essa história, mesmo com alguns cortes, que sempre tem, e algumas alterações.
Uma pena que o mangá está "incompleto", mas se ele é maravilhoso assim já, imagine se a autora tivesse realmente nos dado uma versão final. A autora sofreu um acidente, foi atropelada, pouco após terminar os esboços e só pode fazer algumas alterações durante a fisioterapia. Porém, ela nunca se recuperou completamente. Ela até desenha até hoje, mas não no mesmo fluxo de antes.
É um mangá que super recomendo a leitura e também o filme. De longe, um dos meus favoritos!


E claro, temos resenha em vídeo também! :3

Espero que tenham gostado desta resenha, mesmo ela sendo refeita por razões de força maior.

2 comentários :

Tamara Mansur disse...

Olaa! Tudo bem?
Nossa, parece realmente muito bom! Nao conhecia, mas gosto de histórias assim com crítica e tal.. só deve ser meio pesado, né?
Beeijo

https://lecaferouge.blogspot.com.br/

Gislaine Oliveira disse...

Oi, Ane. Tudo bem?
Eu não conhecia o mangá, mas gostei muito de conhecer. Ele aborda um tema muito importante que é essa busca incansável pela beleza. E beleza né, é uma coisa tão relativa? A gente não vem em um formato padrão. Então essa padronização da beleza, só fode com a cabeça e a vida de muita gente.
Beijooos
http://profissao-escritor.blogspot.com.br/